Antes de mais nada, um número que muda o fim do mês de qualquer escritório de arquitetura: um arquiteto que fatura R$ 20 mil por mês pode pagar cerca de 16% de imposto no Anexo V do Simples Nacional — ou aproximadamente 7% no Anexo III. Na prática, isso significa passar de cerca de R$ 3.225 para perto de R$ 1.460 por mês, mais de R$ 20 mil por ano que ficam no caixa do escritório em vez de irem para o governo. Aqui na Fraga Contabilidade, escritório com mais de 50 anos de mercado no Espírito Santo, a chave dessa economia para o arquiteto tem nome: Fator R. Neste guia você vai entender como ele funciona, qual o CNAE correto e quanto o seu escritório pode economizar em 2026.
Por exemplo, muita gente ainda erra o código de atividade na hora de abrir a empresa. Portanto, o primeiro alerta é este: o CNAE dos serviços de arquitetura é o 7111-1/00 (Serviços de arquitetura). Usar um código genérico pode jogar o seu negócio para um enquadramento mais caro do que o necessário.
Simulador: descubra seu Fator R e quanto pagaria de imposto no ES
Em primeiro lugar, use a calculadora abaixo. Basta informar o faturamento mensal médio e quanto você retira de pró-labore (o seu “salário” como sócio). Assim, o simulador mostra na hora se você cai no Anexo III ou no Anexo V e estima o DAS mensal.
Calculadora Fator R para Arquitetos — Simples Nacional 2026
Aliás, vale o aviso: o simulador traz uma estimativa didática. De fato, o cálculo definitivo depende do histórico dos últimos 12 meses e de outros detalhes da empresa, e por isso pode variar de caso a caso.
O que é o Fator R e por que ele decide o imposto do arquiteto no ES
Em outras palavras, o Fator R é uma conta simples que o Simples Nacional faz para decidir em qual tabela o seu escritório de arquitetura será tributado. Basicamente, ele compara quanto você gasta com folha de pagamento e quanto você fatura.
Isto é, a fórmula é: Fator R = folha de pagamento dos últimos 12 meses ÷ receita bruta dos últimos 12 meses. A “folha” inclui o pró-labore dos sócios, os salários de funcionários e o FGTS.
Dessa forma, a regra para 2026 funciona assim: se o resultado for igual ou maior que 28%, a arquitetura é tributada pelo Anexo III, que começa em 6%. Caso fique abaixo de 28%, a atividade cai no Anexo V, que começa em 15,5%.
Consequentemente, o pró-labore deixa de ser só uma formalidade e vira uma ferramenta de planejamento tributário. Para o arquiteto que atua sozinho e não tem funcionários, é justamente o valor que ele se paga por mês que costuma definir a tabela.
Arquiteto pode ser MEI? A resposta para profissionais do Espírito Santo
No entanto, aqui mora uma dúvida muito comum — e a resposta é não. A arquitetura é profissão regulamentada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), e o CNAE 7111-1/00 não está na lista de atividades permitidas para o MEI.
Todavia, isso não significa ficar sem CNPJ. A alternativa correta é abrir uma Microempresa (ME) no Simples Nacional, geralmente como Sociedade Limitada Unipessoal (SLU), com carga tributária reduzida, recolhimento unificado em uma só guia e total regularidade perante o conselho.
Ainda sobre o tema, atenção ao risco: atuar de forma irregular pode gerar cobrança retroativa de impostos dos últimos cinco anos e multas elevadas. Sendo assim, vale formalizar do jeito certo desde o início do escritório.
Tabela comparativa: Simples Nacional, Lucro Presumido e Pessoa Física
Primeiramente, veja como ficam as formas de atuar como arquiteto no ES, considerando um faturamento de R$ 20 mil/mês (R$ 240 mil/ano):
| Forma de atuar | Carga aproximada | Imposto estimado/mês | Observação |
|---|---|---|---|
| Simples — Anexo III (Fator R ≥ 28%) | ~7,3% sobre o faturamento | R$ 1.460 | O cenário mais econômico para a maioria |
| Simples — Anexo V (Fator R < 28%) | ~16% sobre o faturamento | R$ 3.225 | Quando o pró-labore é baixo demais |
| Lucro Presumido | ~13,33% a 16,33% | R$ 2.670 a R$ 3.270 | PIS, COFINS, ISS, IRPJ e CSLL apurados em separado |
| Pessoa Física (carnê-leão) | até 27,5% na tabela do IR | R$ 3.500+ | Sem CNPJ; alíquota progressiva alta |
De fato, para a maior parte dos arquitetos da Grande Vitória, o Simples Nacional no Anexo III é o caminho mais vantajoso. Contudo, cada caso merece análise, especialmente para escritórios maiores, com equipe fixa e faturamento mais alto.
Reforma Tributária: o que muda para o arquiteto a partir de 2026
Além disso, vale ficar atento ao novo cenário. Com a Reforma Tributária (Lei Complementar nº 214/2025), o PIS e a COFINS começam a ser substituídos, de forma gradual, pela CBS e pelo IBS ao longo dos próximos anos, e 2026 é o ano de transição em que as notas passam a destacar os novos tributos.
Entretanto, para quem está no Simples Nacional a mudança é mais suave: a empresa continua recolhendo em guia unificada e ainda terá de escolher, junto ao contador, entre recolher os novos tributos dentro do DAS ou de forma separada. Por isso, contar com quem acompanha o assunto no ES será ainda mais importante nos próximos anos.
Checklist: como abrir e organizar o escritório de arquitetura no ES
Por fim, se você decidiu sair da pessoa física, este é o passo a passo prático:
- Confirme o CNAE correto: 7111-1/00 (serviços de arquitetura).
- Escolha o tipo societário (a Sociedade Limitada Unipessoal costuma ser ideal para quem atua sozinho).
- Defina o pró-labore que mantém o Fator R em pelo menos 28%.
- Registre a empresa na Junta Comercial do ES e obtenha o CNPJ.
- Faça a inscrição municipal para emitir nota fiscal de serviço (NFS-e) na sua cidade.
- Registre a pessoa jurídica no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/ES).
- Opte pelo Simples Nacional dentro do prazo legal.
- Tenha um contador acompanhando o Fator R mês a mês.
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Perguntas frequentes de arquitetos sobre o Simples Nacional
Dúvidas sobre enquadramento e MEI
Dúvidas sobre impostos e Fator R
Conte com quem entende de contabilidade no Espírito Santo
Finalmente, escolher o enquadramento certo é o que separa o arquiteto que paga perto de 7% daquele que paga mais que o dobro. Aqui na Fraga Contabilidade, ajudamos profissionais em Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra e toda a Grande Vitória a pagar menos imposto de forma 100% legal.
Em primeiro lugar, vale ler também nosso guia da Tabela do Simples Nacional 2026 com todos os anexos e o passo a passo de como abrir empresa no ES em 2026. Da mesma forma, veja como o Fator R funciona para consultores empresariais e para fisioterapeutas no Simples Nacional. Por último, quem acumula patrimônio pode se interessar pela holding patrimonial no ES.





