Antes de mais nada, uma conta que surpreende muito jornalista: um assessor de imprensa no Espírito Santo que fatura R$ 10 mil por mês pelo Simples Nacional pode pagar R$ 1.550,00 de DAS (Anexo V) ou apenas R$ 600,00 (Anexo III). Ou seja, a diferença de R$ 950,00 por mês depende só do Fator R. Por isso, quem procura contabilidade para jornalista no ES precisa entender essa regra antes de abrir o CNPJ. Neste guia, a Fraga Contabilidade, com mais de 50 anos de mercado no Espírito Santo, mostra quanto o jornalista e o assessor de imprensa pagam em 2026 e como pagar menos dentro da lei.
Simulador de DAS para jornalista e assessor de imprensa
Em primeiro lugar, informe o faturamento mensal e o total de pró-labore, salários e encargos. Em seguida, o simulador calcula o Fator R, o anexo e o DAS estimado.
Jornalista pode ser MEI no Espírito Santo?
Primeiramente, a resposta curta: não. Embora muitos profissionais de comunicação tentem, jornalismo, agência de notícias e assessoria de imprensa não estão na lista de ocupações permitidas ao MEI. Assim, quem abre MEI com uma ocupação “parecida” corre o risco de ser desenquadrado e cobrado de forma retroativa. Aliás, nem o novo teto do MEI aprovado no Congresso muda isso, como explicamos no post sobre o pacote do MEI e o teto de R$ 140 mil.
Portanto, o caminho é abrir uma microempresa (ME), em geral como sociedade limitada unipessoal, e optar pelo Simples Nacional. Para entender a diferença entre os portes, veja o guia MEI, ME e EPP: diferença e limites.
Qual CNAE usar para jornalista e assessoria de imprensa no ES
Em relação ao CNAE, a escolha depende do que você realmente faz. De fato, o 6391-7/00 (agências de notícias) serve para quem produz e distribui notícias, textos e reportagens para veículos. Por outro lado, a assessoria de imprensa para empresas e políticos costuma ser registrada no 7020-4/00 (consultoria em gestão), muitas vezes com o 7319-0/02 (promoção de vendas) ou atividades de comunicação como secundárias.
Contudo, o que define o imposto não é só o código. Isto é, a Lei Complementar 123/2006 coloca “jornalismo e publicidade” (art. 18, §5º-I, inciso X) e “consultoria” (inciso IX) entre as atividades do Anexo V, que só descem para o Anexo III quando o Fator R chega a 28%. Dessa forma, tanto o jornalista quanto o assessor de imprensa dependem do Fator R. Algumas tabelas da internet dizem que o 6391-7/00 é “Anexo III direto”, mas a leitura segura da lei é tratar a atividade com Fator R.
Fator R do jornalista no ES: Anexo III ou Anexo V
Sendo assim, vale entender a conta. O Fator R é a divisão entre a folha de pagamento dos últimos 12 meses (pró-labore, salários e encargos) e o faturamento do mesmo período. Quando o resultado é de 28% ou mais, a empresa paga pelo Anexo III, que começa em 6%. Caso contrário, paga pelo Anexo V, que começa em 15,5%.
Exemplo de Fator R com números
Por exemplo, uma assessora de imprensa de Vitória fatura R$ 10.000,00 por mês e tira apenas um salário mínimo de pró-labore (R$ 1.621,00). Nesse caso, o Fator R fica em 16% e o DAS é de R$ 1.550,00 (Anexo V). Porém, se ela ajustar o pró-labore para R$ 2.800,00, o Fator R chega a 28%, o DAS cai para R$ 600,00 (Anexo III) e, mesmo pagando cerca de R$ 130,00 a mais de INSS, sobram perto de R$ 820,00 por mês no bolso. Além disso, em 2026 esse pró-labore fica dentro da faixa de isenção do Imposto de Renda.
Simples Nacional, Lucro Presumido ou pessoa física para jornalista
Em seguida, compare os três caminhos para um faturamento de R$ 10 mil por mês:
| Cenário | Impostos por mês (aprox.) | Observação |
|---|---|---|
| Simples, Anexo III (Fator R ≥ 28%) | R$ 600,00 + INSS do pró-labore (cerca de R$ 308,00) | Melhor cenário na maioria dos casos |
| Simples, Anexo V (Fator R < 28%) | R$ 1.550,00 + INSS do pró-labore (cerca de R$ 178,00) | Acontece quando o pró-labore é baixo |
| Lucro Presumido | cerca de R$ 1.330,00 a R$ 1.630,00 | IRPJ, CSLL, PIS, Cofins e ISS de 2% a 5%, mais 20% de INSS patronal sobre o pró-labore |
| Pessoa física (autônomo) | mais de R$ 2.000,00 | Cerca de R$ 1.840,00 de IR no carnê-leão, mais INSS de autônomo |
Portanto, para quase todo jornalista e assessor de imprensa, o Simples com Fator R ajustado é o regime mais barato. Ainda assim, vale a simulação completa, como mostramos em Simples Nacional ou Lucro Presumido em 2026, e a consulta à tabela do Simples Nacional 2026.
Exemplo prático: pequena agência de comunicação em Vila Velha
Da mesma forma, a regra vale para quem cresceu e montou equipe. Imagine uma agência de conteúdo e assessoria em Vila Velha com dois jornalistas contratados, faturando R$ 40.000,00 por mês. Com folha e pró-labore de R$ 11.200,00 por mês, o Fator R é de 28% e o DAS fica perto de R$ 3.930,00. Todavia, se a folha fosse de R$ 6.000,00, a empresa iria para o Anexo V e pagaria cerca de R$ 6.975,00, ou seja, mais de R$ 3.000,00 a mais todo mês.
Quer saber exatamente quanto um jornalista paga no ES?
Jornalista PJ e o julgamento da pejotização no STF
Além disso, muitos jornalistas capixabas trabalham como PJ para jornais, TVs, portais e agências. Nesse ponto, é importante saber que o STF está julgando a licitude da contratação de pessoa jurídica no lugar de empregado (Tema 1.389), e os processos sobre o assunto estão suspensos no país enquanto não sai a decisão. Assim, o CNPJ em si não é problema; o risco aparece quando existe horário fixo, chefe direto e exclusividade, como num emprego comum.
Por isso, o jornalista PJ deve ter contrato de prestação de serviços por escrito, emitir nota fiscal para cada cliente e, de preferência, atender mais de um tomador. Dessa forma, a empresa fica mais protegida e o profissional também.
ISS e nota fiscal do jornalista em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica
Em relação ao ISS, quem está no Simples Nacional não paga guia separada: o imposto municipal já vem dentro do DAS. Dessa forma, o jornalista de Vitória, Vila Velha, Serra ou Cariacica recolhe tudo numa guia só, até o dia 20 de cada mês. Já no Lucro Presumido, o ISS sai em guia própria da prefeitura, com alíquota entre 2% e 5%.
Consequentemente, a nota fiscal precisa estar certa. Desde 2026, os municípios do Espírito Santo usam o padrão nacional da NFS-e, e cada contrato de assessoria, reportagem ou produção de conteúdo deve sair com o código de serviço correto, ligado ao CNAE da empresa.
Erros comuns de jornalistas PJ no Espírito Santo
Ainda é muito comum ver profissionais de comunicação pagando o dobro de imposto sem perceber. Entre os erros que mais encontramos em 50 anos atendendo empresas capixabas, estão:
- Pró-labore de um salário mínimo: o Fator R cai abaixo de 28% e a empresa vai para o Anexo V.
- Abrir MEI com ocupação parecida: a atividade não é permitida e o desenquadramento gera cobrança retroativa.
- CNAE que não bate com o serviço: a nota de assessoria sai com código de agência de notícias, ou o contrário.
- Trabalhar como PJ com cara de emprego: horário fixo e chefe direto aumentam o risco trabalhista.
- Misturar conta pessoal e da empresa: dificulta comprovar o lucro distribuído sem imposto.
Checklist para o jornalista abrir CNPJ no Espírito Santo
- Escolher o CNAE principal (6391-7/00 ou 7020-4/00, conforme o serviço) e os secundários.
- Definir o tipo de empresa (em geral, sociedade limitada unipessoal).
- Registrar na Junta Comercial do ES e obter inscrição municipal e alvará.
- Optar pelo Simples Nacional dentro do prazo após a abertura.
- Definir o pró-labore para manter o Fator R em 28% ou mais.
- Formalizar contratos com cada cliente e emitir NFS-e no padrão nacional.
Por fim, o passo a passo completo de abertura está no guia para abrir empresa no ES em 2026. Da mesma forma, quem trabalha com comunicação pode comparar com os guias de agência de marketing e publicidade e de fotógrafo e videomaker no Simples Nacional.
Perguntas frequentes sobre jornalista no Simples Nacional
Abertura e regime
Jornalista pode ser MEI?
Portanto, não: jornalismo, agência de notícias e assessoria de imprensa não estão entre as ocupações do MEI, e o caminho é abrir uma ME no Simples Nacional.
Qual CNAE usar para assessoria de imprensa?
Por exemplo, a assessoria para empresas costuma usar o 7020-4/00, enquanto quem produz notícias para veículos usa o 6391-7/00; o contador confere qual descreve melhor o seu serviço.
Jornalista paga pelo Anexo III ou pelo Anexo V?
Isto é, depende do Fator R: com folha e pró-labore de 28% ou mais do faturamento, Anexo III (a partir de 6%); abaixo disso, Anexo V (a partir de 15,5%).
Impostos e contratos
Quanto de pró-labore preciso para ficar no Anexo III?
De fato, quem fatura R$ 10 mil por mês precisa de cerca de R$ 2.800,00 de pró-labore e folha; quem fatura R$ 6 mil, de cerca de R$ 1.680,00.
Ser PJ para um jornal ou TV é seguro?
Embora seja comum, o STF ainda julga a pejotização (Tema 1.389); por isso, contrato por escrito, nota fiscal e autonomia real reduzem o risco.
A reforma tributária muda algo para o jornalista?
Aliás, sim: a partir de 2027 entram a CBS e o IBS. Contudo, quem está no Simples continua pagando pelo DAS, e as regras de transição ainda serão detalhadas.
Conclusão: o jornalista no ES pode pagar bem menos imposto
Finalmente, com o CNAE certo, o Fator R ajustado e contratos bem feitos, o jornalista e o assessor de imprensa no Espírito Santo podem reduzir o imposto, dependendo do caso. Sendo referência em contabilidade no ES há mais de 50 anos, a Fraga Contabilidade abre o CNPJ, define o pró-labore e cuida do PGDAS-D todo mês. Veja também o guia de consultor empresarial no Simples Nacional, que usa o mesmo CNAE 7020-4/00.
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