Antes de mais nada, um número que muda a vida do programador: um desenvolvedor web no Espírito Santo que fatura R$ 15 mil por mês e tem Fator R acima de 28% paga cerca de R$ 900,00 de DAS no Anexo III do Simples Nacional. Por outro lado, com o Fator R baixo, o mesmo faturamento cai no Anexo V e o DAS sobe para R$ 2.325,00. Por isso, quem procura contabilidade para desenvolvedor no ES precisa entender o Fator R antes de abrir o CNPJ. Neste guia, a Fraga Contabilidade, com mais de 50 anos de mercado no Espírito Santo, mostra quanto o desenvolvedor de sites e aplicativos paga em 2026, inclusive quando atende clientes no exterior.
Simulador de DAS para desenvolvedor web e de apps
Em primeiro lugar, informe o faturamento mensal, o valor de pró-labore e salários e quanto da receita vem de clientes no exterior. Em seguida, o simulador calcula o Fator R, o anexo e o DAS estimado.
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Qual CNAE usar para desenvolvedor web e de aplicativos no ES
Sendo assim, o CNAE certo evita problema com a Receita e com a Prefeitura. De fato, o desenvolvedor de sites costuma usar o 6201-5/02 (web design), enquanto quem cria aplicativos e sistemas sob encomenda usa o 6201-5/01. Além disso, o 6209-1/00 (suporte técnico e manutenção em TI) funciona melhor como atividade secundária, para cobrir contratos de manutenção.
Ainda assim, nenhuma dessas atividades é permitida ao MEI. Isto é, o desenvolvedor precisa abrir uma ME, normalmente como sociedade limitada unipessoal, como explicamos no guia do MEI 2026 no ES. Para empresas de software com equipe e produto próprio, veja também o guia de desenvolvedor de software no Simples Nacional.
Fator R para desenvolvedor no ES: Anexo III ou Anexo V
Primeiramente, o Fator R é a divisão entre a folha de pagamento dos últimos 12 meses, incluindo pró-labore e encargos, e o faturamento do mesmo período. Assim, quando o resultado é de 28% ou mais, a atividade de desenvolvimento é tributada pelo Anexo III, que começa em 6%. Caso contrário, ela vai para o Anexo V, que começa em 15,5%.
Exemplo de Fator R com números
Por exemplo, um desenvolvedor de Vitória fatura R$ 15.000,00 por mês. Se ele tira apenas R$ 1.621,00 de pró-labore, o Fator R fica perto de 11% e o DAS é de R$ 2.325,00 (Anexo V). Porém, se ele ajustar o pró-labore para cerca de R$ 4.200,00, o Fator R passa de 28%, o DAS cai para R$ 900,00 (Anexo III) e, mesmo pagando cerca de R$ 284,00 a mais de INSS sobre o pró-labore maior, sobra perto de R$ 1.140,00 por mês no bolso.
Simples Nacional, Lucro Presumido ou pessoa física para desenvolvedor
Em seguida, compare os três caminhos para um faturamento de R$ 15 mil por mês:
| Cenário | Impostos por mês (aprox.) | Observação |
|---|---|---|
| Simples, Anexo III (Fator R ≥ 28%) | R$ 900,00 + INSS do pró-labore | Melhor cenário na maioria dos casos |
| Simples, Anexo V (Fator R < 28%) | R$ 2.325,00 | Acontece quando o pró-labore é baixo |
| Lucro Presumido | cerca de R$ 2.000,00 a R$ 2.450,00 | IRPJ, CSLL, PIS, Cofins e ISS de 2% a 5%; costuma valer só em faturamentos maiores |
| Pessoa física (autônomo) | mais de R$ 3.500,00 | IR de até 27,5% no carnê-leão, mais INSS |
Portanto, para a maior parte dos desenvolvedores, o Simples com Fator R ajustado é o regime mais barato. Ainda assim, vale a simulação completa, como mostramos em Simples Nacional ou Lucro Presumido em 2026, e a consulta à tabela do Simples Nacional 2026.
Quer saber exatamente quanto um desenvolvedor paga no ES?
Desenvolvedor no ES que trabalha para empresa do exterior
Além disso, muitos programadores capixabas trabalham para empresas dos Estados Unidos e da Europa. Nesse caso, a receita de exportação de serviços é informada separadamente no PGDAS-D, e o DAS deixa de incluir PIS e Cofins e, em regra, o ISS sobre essa parcela. Contudo, isso só vale quando o cliente está no exterior, o pagamento entra no Brasil como divisa e o resultado do serviço acontece fora do país.
Por exemplo, no Anexo III, a parcela de PIS, Cofins e ISS é de cerca de 49% do DAS. Dessa forma, um desenvolvedor que fatura R$ 15 mil por mês só do exterior pode pagar perto de R$ 460,00 de DAS, em vez de R$ 900,00.
ISS e nota fiscal do desenvolvedor em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica
Em relação ao ISS, quem está no Simples Nacional não paga uma guia separada: o imposto municipal já vem dentro do DAS, na parcela calculada pelo anexo. Dessa forma, o desenvolvedor de Vitória, Vila Velha, Serra ou Cariacica recolhe tudo numa guia só, até o dia 20 de cada mês. Já no Lucro Presumido, o ISS sai em guia própria da prefeitura, com alíquota entre 2% e 5%, conforme o município e o serviço.
Da mesma forma, quanto à nota fiscal, desde 2026 os municípios do Espírito Santo usam o padrão nacional da NFS-e. Consequentemente, cada projeto, mensalidade de manutenção ou licença precisa sair com o código de serviço correto, porque é ele que liga a nota ao CNAE e ao anexo do Simples. Para clientes do exterior, a nota deve indicar a exportação do serviço e o país do tomador, o que garante a redução do DAS sem risco na fiscalização.
Erros comuns de desenvolvedores PJ no Espírito Santo
Ainda é muito comum ver programadores pagando o dobro de imposto sem perceber. Entre os erros que mais encontramos em 50 anos atendendo empresas capixabas, estão:
- Pró-labore abaixo do necessário: o Fator R cai abaixo de 28% e a empresa vai para o Anexo V sem o dono saber.
- Receita do exterior lançada como mercado interno: o PGDAS-D cobra PIS, Cofins e ISS que não seriam devidos.
- CNAE genérico ou errado: usar só o 6209-1/00 para quem desenvolve sistemas pode gerar questionamento da Receita.
- Misturar conta pessoal e da empresa: dificulta comprovar a distribuição de lucros isenta e organizar o Fator R.
- Abrir como MEI: a atividade não é permitida e o desenquadramento gera cobrança retroativa.
Checklist para o desenvolvedor abrir CNPJ no Espírito Santo
- Escolher os CNAEs: 6201-5/02 ou 6201-5/01 como principal e 6209-1/00 como secundário.
- Definir o tipo de empresa (em geral, sociedade limitada unipessoal).
- Registrar na Junta Comercial do ES e obter inscrição municipal e alvará.
- Optar pelo Simples Nacional dentro do prazo após a abertura.
- Definir o pró-labore para manter o Fator R em 28% ou mais.
- Emitir NFS-e no padrão nacional e separar no PGDAS-D a receita do exterior.
Por fim, o passo a passo completo de abertura está no guia para abrir empresa no ES em 2026. Da mesma forma, quem trabalha com interfaces pode comparar com o guia de designer gráfico e UX no Simples Nacional.
Perguntas frequentes sobre desenvolvedor no Simples Nacional
Abertura e regime
Desenvolvedor web pode ser MEI?
Portanto, não: embora muitos tentem, web design, desenvolvimento de software e suporte em TI não estão na lista de atividades permitidas ao MEI, e o caminho é abrir uma ME no Simples Nacional.
Qual CNAE usar para criar sites e aplicativos?
Por exemplo, 6201-5/02 para web design e 6201-5/01 para sistemas e aplicativos sob encomenda, com 6209-1/00 como secundário para manutenção e suporte.
Quanto de pró-labore preciso para ficar no Anexo III?
Isto é, folha e pró-labore com encargos devem somar pelo menos 28% do faturamento dos últimos 12 meses; quem fatura R$ 15 mil por mês precisa de cerca de R$ 4.200,00.
Impostos e clientes
Quem trabalha para empresa de fora do Brasil paga menos?
De fato, em regra sim: a receita de exportação de serviços sai sem PIS, Cofins e, normalmente, ISS no DAS, desde que o cliente esteja no exterior e o pagamento entre no Brasil.
Vale mais a pena ser PJ ou CLT como desenvolvedor?
Embora dependa do salário e dos benefícios, como PJ no Anexo III, a carga costuma ficar entre 6% e 11%, contra mais de 25% de IR e INSS de um salário alto na CLT; o ideal é comparar o pacote completo.
A reforma tributária muda algo para o desenvolvedor?
Aliás, sim: a partir de 2027 entram a CBS e o IBS. Contudo, quem está no Simples continua pagando pelo DAS, e as regras de transição ainda serão detalhadas; por isso, acompanhar com o contador é essencial.
Conclusão: o desenvolvedor no ES pode pagar bem menos imposto
Finalmente, com o CNAE certo, o Fator R ajustado e a receita do exterior bem separada, o desenvolvedor web e de aplicativos no Espírito Santo pode reduzir muito o imposto, dependendo do caso. Sendo referência em contabilidade no ES há mais de 50 anos, a Fraga Contabilidade abre o CNPJ, define o pró-labore e cuida do PGDAS-D todo mês.
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