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Stevens Fraga - Coaching Financeiro - Cientista Contábil, Especialista em Direito Tributário, Especialista em Marketing

Qual é o custo de contratar um funcionário?

Qual é o custo de contratar um funcionário?

Sempre é um desafio contratar um funcionario, sem antes fazer as contas na ponta do lapis ne? ai vem a pergunta. Qual é o custo de contratar um funcionário?

Uma boa pergunta! toda via, o que vejo por aí são vários negócios crescendo e precisando de novos colaboradores, porém com pouco conhecimento do verdadeiro custo de contratar um funcionário obedecendo a todos os preceitos legais.

Hoje vou responder a essa questão alertando alguns itens básicos nos quais você deve pensar e colocar na ponta do lápis antes de decidir se é hora de buscar um novo funcionário para sua empresa:

Como a empresa deve calcular o custo de contratar um funcionário?

De acordo com seu porte e com a remuneração que oferecerá para a vaga (embora alguns encargos sejam obrigatórios independente do salário oferecido), a empresa deve ficar ligada nos seguintes gastos:

Encargos que entram na folha de pagamento

Para a contabilidade de sua empresa, os encargos que entram no holerite dos funcionários têm suma importância, visto que podem somar até três vezes o salário que você paga ao seu colaborador.

A legislação brasileira, na intenção de sempre prover maior proteção ao trabalhador, pode acabar encarecendo a contratação. Conte, principalmente, com os seguintes custos:

13º salário;

Férias (1/3 constitucional);

Transporte ou ajuda de custo;
Benefícios como plano de saúde (que você pode escolher pagar individualmente ou familiar — dependendo do que você negocia com a administradora — e descontar uma parte do salário de seu funcionário);
Seguro de vida;
Possíveis faltas ou afastamentos por motivos de força maior;
Horas extras (que podem se incorporar ao holerite e ao 13º);
Contribuição previdenciária;
Ajustes salariais de acordo com atualização anual;
Possíveis alterações ou quebras de contrato.
E, se você estiver pensando que contratar um estagiário é a melhor saída para driblar boa parte dos custos, pense melhor: em pouco tempo, de acordo com a legislação vigente (2 anos), terá que ser tomada uma decisão: ou contratar de vez (o que inevitavelmente gerará os mesmos gastos que os demais) ou dispensá-lo (mas aí terá que arrumar outro, o que trará gastos de contratação do mesmo jeito e ainda com o agravante de perder a experiência do antigo funcionário).

Gastos com capacitação

O custo com qualificação é outra coisa em que sempre se deve pensar, e gastar com isso pode ser um investimento ou não. Se o funcionário permanecer na empresa por um tempo e se efetivamente empregar os conhecimentos adquiridos em cursos de capacitação, atualização ou treinamentos para operar softwares, por exemplo, é um gasto vantajoso. Se isso não ocorrer, pode ser prejuízo, até porque ele pode sair e levar know-how que você ofereceu para a concorrência. Ainda neste ponto, podem entrar gastos com planos de carreira e promoções (dependendo do porte de seu empreendimento), para conseguir reter estes talentos e não perder conhecimento ou vantagem competitiva para outros no mercado.

Custos para fazer a seleção de candidatos

Se o seu negócio for pequeno ou você “confiar apenas no seu feeling” para fazer a seleção, você pode estar perdendo seu tempo — que custa dinheiro, uma vez que você poderia utilizá-lo para realizar outras tarefas, fazer prospecções, manter o foco no business, não precisando parar para analisar perfis, entrevistar, publicar e selecionar anúncios de vagas.

Mas também pode haver gastos ao contratar uma empresa especializada para te ajudar nesta seleção (no caso, uma agência de empregos ou de estágios) ou, ainda, contratar um profissional (um psicólogo ou consultoria de RH, por exemplo). Neste caso, lembre-se que para cada candidato, ainda que não selecionado, haverá um custo que não necessariamente trará retorno. E, se a empresa tiver dificuldades em encontrar logo o candidato ideal, este gasto só aumenta.

Custos em caso de demissão

Em caso de rescisão, os custos podem pesar e subir de acordo com o tempo em que o trabalhador está em sua empresa. Antes de simplesmente demitir, é necessário pensar no aviso prévio (que gera mais 1/12 de férias e 1/12 do 13º, como se fosse mais um mês de salário normal), no pagamento do 13º proporcional, o terço constitucional de férias relativos ao período proporcional, o salário relativo aos dias em que trabalhou (dividindo por dias caso o mês não tenha terminado) e mais a multa sobre o fundo de garantia.

Por fim, há ainda que se pensar em eventuais processos trabalhistas. Por isso, manter uma boa conduta com os funcionários desde o princípio é essencial para garantir uma relação transparente que não vá causar prejuízos depois.

E aí, você já tinha parado para pensar no custo de contratar um funcionário? Você sente que seu empreendimento está preparado para arcar com todas as responsabilidades? Sua empresa é pequena e você tem dúvidas se pode contratar?

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